Escolhi esta história da Sabedoria Ancestral Nativa das Tribos Americanas, da Nação Lakota – Sioux, que é contada a pelo menos 2.000 anos em diversas reuniões de conselho e cerimônias do Povo Vermelho.

Apesar de algumas variações na forma de se contar a história, todas elas transmitem a mesma mensagem, que continuam válidas até hoje.

Então vamos lá.

Um Dia, dois jovens guerreiros Sioux estavam caçando nas pradarias.
Ao subirem em uma colina em busca de caça, foram surpreendidos ao verem uma jovem mulher, muito bonita, a mais bela que já haviam visto, surgir diante deles em uma nuvem.

Retendo o fôlego, eles a observaram. Ela trajava vestes brancas. Levava a tiracolo uma sacola de pele de búfalo e uma pele de Búfalo em suas mãos.
Uma pena de águia, trançada nos longos cabelos negros, reluzia à luz do Sol.

“Não temam.
“Eu trago a paz e a felicidade para vocês.
Agora me falem porque vocês estão tão longe de sua aldeia?”

A Graça e a Beleza da mulher, incendiou o guerreiro mais velho com pensamentos lascivos, que calou-se.
O Guerreiro mais jovem respondeu:
Nossa aldeia está com falta de comida. Nós estamos caçando.

“Aqui, leve de volta este pacote para o seus.
Diga para os Chefes das Sete Fogueiras da sua tribo, para reunirem-se na fogueira do conselho e esperarem por mim”.

Ao escutar estas palavras o Guerreiro mais velho deu voz a seu desejo e de acasalar-se com ela, ali mesmo na pradaria, debaixo do sol.
No momento em que o guerreiro mais velho tentou agarrá-la, a mulher envolve-o na pele de búfalo.
Uma nuvem envolveu o corpo do guerreiro, e quando o pó assentou, no lugar do guerreiro havia apenas um esqueleto recoberto de vermes.

Foi então que a Mulher Búfalo Branco, falou ao jovem guerreiro:
“ O homem que olha primeiro a beleza exterior de uma mulher, nunca conhecerá sua beleza divina, pois ele é um cego.
Mas o homem que primeiro vê a beleza do seu espírito e sua verdade, esse homem conhecerá o Grande Espírito nessa mulher:
E se ela quiser deitar-se com ele, ele compartilhará com ela um prazer mais pleno do que poderia imaginar.

Quando você me olhou, não ficou cego com a minha beleza, mas seu primeiro pensamento foi: “Quem é essa mulher?” “De onde ela vem?”, “será ela uma mulher sagrada?”

“Meu jovem, você também terá o que deseja”.

“Você e seu amigo simbolizam dois caminhos que os homens podem seguir.
Se procurar primeiro a sagrada visão do Grande Espírito, estará vendo da mesma maneira o Criador, e por isso você saberá que aquilo que necessitar da Terra chegará às suas mãos.
Mas se preferir esquecer o Grande Espírito e satisfazer os seus desejos terrenos, você morrerá por dentro”.

Foi então que o jovem guerreiro resolveu perguntar quem era ela.

Ela olhou profundamente nos olhos dele e respondeu:
“ Eu sou o Espírito da Verdade.
Seu povo me conhece como a Mãe dos mais velhos; mas como você pode ver, não sou tão velha assim.
Sou a Grande Mãe, que vive dentro de cada Mãe, a moça que brinca em cada criança.
Sou a face do Grande Espírito, que seu povo esqueceu.
Vim para falar para as nações das planícies.
Vá para a sua aldeia e prepare a minha chegada.
Tenho algumas coisas a ensinar, coisas sagradas que sua tribo esqueceu”.

Este é o primeiro ponto da história em que eu quero fazer algumas observações:

Principalmente neste momento do empoderamento feminino e das questões ligadas ao assédio.
As Tribos Nativas Americanas, em sua maioria eram sociedades Matriarcais,
muito diferente do estereótipo criado pelos filmes de Hollywood até a década de 80,
onde começou a haver uma revisão do que realmente aconteceu na história Americana.

Nas tradições nativas a mulher era a representante de Wakan na Terra (WakanTanka – Grande Espírito),
a Mulher era a responsável pela continuação da vida humana, sendo um ser sagrado e por todos respeitado. 

Ela também tinha a missão de preservar e cuidar da paz e da harmonia dos relacionamentos, entre os membros do clã, com as outras tribos e com os reinos da criação. 

Eram as mulheres que criavam e cuidavam da complexa teia das atividades e relacionamentos humanos, evitando conflitos e divisões.
Difundindo ensinando como: “caminhar suavemente sobre a terra”. 

Mesmo quando a chegada dos conquistadores europeus despertou a cobiça, rivalidade e violência entre as tribos, os Conselhos das Matriarcas dos clãs e das Avós se empenhavam para restabelecer a paz e relembrar a suprema lei da Criação: ”viver em harmonia com todos os seres do círculo da vida”.
Competiam às avós as decisões finais das tribos por desfrutarem de muito respeito e honra pela sua sabedoria ancestral e experiência de vida. 

Desde uma tenra idade os meninos eram ensinados pelas mães a respeitar e vivenciar as qualidades femininas;
eles viviam no meio das mulheres até os sete anos, e aprendiam qualidades e artes femininas como gentileza, respeito, compaixão, cozinhar, costurar, plantar, colher, bem como, manter as tradições e a harmonia, natural e humana. 

Quando passavam para o círculo dos homens aprendiam as atividades masculinas, mas jamais lhes era incutida a violência ou falta de respeito para com a Natureza, mulheres, crianças, idosos ou doentes. 

Um homem de respeito e autoridade era aquele que cuidava bem da sua família e da sua tribo, preservava os reinos da Criação e honrava as tradições e os ritos sagrados.

Voltando a História:
O Jovem então correu ao seu povo, para transmitir a mensagem da Mulher Búfalo Branco aos Chefes das Sete Fogueiras de sua tribo.
Após ouvirem o Jovem, toda a tribo começou a trabalhar numa enorme cabana, coberta com muitas peles, na qual toda a tribo pudesse se reunir.

Depois de 4 dias quando viram a Mulher Búfalo Branco se aproximando pela pradaria, todos ficaram atônitos.
Esperavam por alguém com mais idade. E ela parceria uma donzela, graciosa como a relva que se movia em torno dela no crepúsculo.
Seu rosto brilhava como a luz que falava das flores e das mais finas ervas.

Descalça, como sempre andava nas suas viagens pela Terra, ela entrou na grande cabana.
Seu vestido de pele de Búfalo Branco irradiava a presença de seu espírito. Sem dizer uma palavra, andou em círculos em torno do fogo que ardia na cabana.
Cada vez que seus delicados pés tocavam a areia ao redor do fogo, os que a observavam sentiam que cada gesto seu era uma prece de profunda reverência à Terra.

Devagar, em silêncio, ela contornou o fogo sete vezes no sentido horário.

Quando por fim falou, sua voz era como a canção dos pássaros das predarias.

“ Sete vezes, andei em sete círculos em torno deste fogo, em reverência e silêncio.
O fogo simboliza o Amor que arde para sempre no Coração do Grande Espírito.
É o fogo que aquece cada criatura no mundo.
Vocês são como um ser único.
Esta cabana, feita de muitas peles, é o corpo de vocês.
O fogo que arde no centro dela é o Amor de vocês.”
Parou um momento e, devagar, curvou-se para tirar um graveto incandescente das chamas.
“Este fogo é mais forte que qualquer um de vocês. Seu povo esqueceu, o que é mais precioso que a água.
Vocês esqueceram suas ligações com o Grande Espírito. Eu vim, como um fogo do céu para reavivar a memória daquilo que foi, e fortalecer-los para os tempos que virão”.

Pousou novamente o graveto no fogo e pegou uma sacola de pele que trazia.

“ Nesta sacola, trago um cachimbo para ajudá-los a recordarem os ensinamentos que eu trago.
Tratem-no sempre com respeito.
Levem-no sempre em sacolas das mais finas peles, enfeitadas pelas mãos mais reverentes.
Ponham neste cachimbo um tabaco sagrado plantado especialmente para este fim.
Fumem-no com o sentimento de gratidão ao Grande Espírito, de cujo sopro vocês receberam a vida.
Usem o fumo para representar seus pensamentos, seus orações e aspirações ao Grande Espírito”.

Até então ela ainda não tinha aberto a sacola na qual estava o cachimbo. Desatou as tiras de couro que a amarrava, e retirou o cachimbo com tal reverência que todos que estavam na cabana , sentiram o coração transbordando e os olhos cheios de lágrimas.

“Este cachimbo sagrado, e cada tragada de fumo sagrado que vocês inalam pelo seu tubo, ajudará vocês a recordarem que cada sopro de vocês é sagrado.
O fornilho do cachimbo é feito de pedra vermelha.
Tem o formato de círculo.
Simboliza a Roda Sagrada, o sagrado círculo da vida, o dar e receber, da inalação e da exalação, pelo qual todas as coisas vivas ingressam na vida pelo poder do Grande Espírito”.

Pedindo um pouco de tabaco, Mulher Búfalo Branco colocou-o no fornilho do cachimbo dizendo:

“Este tabaco, simboliza o mundo das plantas, os musgos das pedras, as flores, as ervas, as folhas das relvas que cobre a colina para que a sua mãe Terra não repouse nua ao sol.
Vocês estão aqui para cuidar da Terra.
Suas vidas são acesas pelo mesmo fogo que arde no coração do Grande Espírito”.

Assim falando, ela colocou um pequeno graveto no fogo para que ardesse como chama viva.

“Da mesma forma que ascendo esse graveto no grande fogo, assim todo o ser humano é uma chama que faz parte do fogo eterno do Amor do Grande Espírito”.

Devagar, ela tirou o graveto em chamas do fogo, e ergueu-o para que todos o pudessem ver.

“Quando vocês viverem em harmonia com o Grande Espírito, sua chama de Amor será vivida sempre por aqueles ventos espirituais.
Vocês serão tomados de Amor pela própria razão da vida! Acenderão do fogo do Amor em todos os que encontrarem.
Conhecerão o propósito de sua travessia por este mundo, e saberão que o Grande Espírito deu uma chama de vida à todos:
não para guardarem sua pequenina chama somente para si, amando apenas aquilo que é necessário às suas vidas, mas sim para que pudessem dar o seu Amor, e com o fogo desse Amor trazer consciência para a Terra”.

Dizendo isso, ela segurou o graveto bem em cima do fornilho vermelho do cachimbo. Encostou a chama bem no centro do cachimbo, aspirando suavemente pelo tubo até o tabaco incandescer. O cheiro do fumo invadiu o ambiente.

“Assim como o tabaco queima neste cachimbo de terra que representa as plantas, assim também esse búfalo que vocês vêem entalhado no fornilho de pedra do cachimbo representa as criaturas de quatro patas que compartilham com vocês esse mundo sagrado.
As doze penas que pendem do tubo do cachimbo representam os seres alados com os quais vocês compartilham o círculo do céu”.

Em seguida ela passou o cachimbo ao chefe do conselho dizendo:

“Tomem este cachimbo.
Agradeçam ao Grande Espírito, e passem o cachimbo aos outros do nosso círculo.
Que seus pensamentos sejam elevados ao Grande Espírito que vem agora mexer com suas memórias, abrindo os olhos de seus narradores.
Cada amanhecer que nasce vermelho no céu do Leste, como o fornilho vermelho desde cachimbo, é o nascimento de um novo dia, de um dia sagrado.
Lembrem-se sempre de tratar cada criatura como um Ser Sagrado:
as pessoas que vivem além das montanhas, os pássaros, os peixes, e os outros animais, todos eles são irmãs e irmãos de vocês.
Todos constituem parte sagrada do corpo do Grande Espírito.
Tudo é Sagrado”.

Neste momento, o cachimbo começa a ser passado de mão em mão.

Este é o segundo ponto da história em que quero fazer uma observação:
Somos todos um. Estamos todos conectados…
A mensagem que a Mulher Búfala Branca trouxe para o mundo contemporâneo é lembrar que todos nós humanos, independentemente de cor, origem, gênero ou situação social, fazemos parte da complexa teia da vida
e somente vivendo com respeito, harmonia e paz, poderemos atravessar os períodos cruciais que nos aguardam.
A lição da Mulher Búfalo Branco foi: ”viver em paz com todas as nossas relações” e “tudo o que fizermos à grande teia da criação faremos a nós mesmos, pois somos um só ser vivo”.
A expressão ”todas as nossas relações” é usada para representar o círculo da vida a qual todos nós pertencemos, simbolizado pelo cachimbo sagrado.

Retornando a história: Depois que todos que estavam na cabana deram uma baforada. Mulher Búfalo Branco levantou com reverência o cachimbo ara que todos vissem.

“Levem sempre o cachimbo com vocês.
Trate-o como um objeto sagrado.
Honrem todas as criaturas e vivam sua vidas em Harmonia com o Caminho Sagrado do Equilíbrio de que fala cada árvore, cada flor, e cada novo dia.

Haverá muitas estações nas quais o coração de vocês se sentirá claro e puro como uma nascente nas montanhas, e vocês conhecerão a paz e a alegria do Grande Espírito.
Mas, se vocês sentirem que se afastaram da trilha do Caminho Sagrado, se seus corações passarem a pesar dentro de vocês, não percam tempo em arrependimento.
Ensinarei uma cerimônia. Uma cerimônia que cada um de você pode fazer em companhia de outros, a sós em suas tendas, o lá fora, na pradaria”.

Ela deu uma pequena baforada no cachimbo e disse:

“Parem suas atividades.
Procurem uma pedra sobre a qual sentar.
Rogando orientação do Grande Espírito. Acendam o cachimbo e deixem que o fornilho vermelho lhes lembre as sagrada escrituras, e o caminho da vida, o trilho vermelho do Sol.
Depois de ter aspirado seu fumo em honra do Grande Espírito, em honra da Mãe Terra, em honra dos animais e das pessoas que são fiéis a realidade, depois de ter dado graças as quatro direções, então aspirem uma vez mais, para pedirem orientação aos grandes seres alados do mundo dos espíritos.
Peça-os para ajudá-los a ver o melhor procedimento a seguir.
Peçam para que eles ajudem a vocês fazerem a escolha mais sabia, e a reconhecer os passos que devem tomar na trilha que seu Eu mais profundo escolher para vocês.
Isso permitirá que o fogo que arde dentro de vocês fale em termos claros, sem interrupções.
Peça que os seres espirituais que os cercam, entrem em sua vida.
Diga-lhes que deseja ajudá-los e ao Grande Espírito no seu trabalho, e pergunte-lhes como fazer isso.
Ao ajudarem o Grande Espírito, vocês se ajudarão.
Os seres humanos não são inteiramente felizes nem saudáveis, senão quando servem aos propósitos para os quais o Grande Espírito os criou”.

Este é o terceiro ponto da história em que quero fazer uma observação, muito mais por conta da nossa sociedade atual e não pela história em si:
O tabaco e o ato de fumar o cachimbo entre as Tribos Nativas só é realizado como um ritual, e não deve ser confundido com o vício do fumo.
Os Nativos Americanos não ficam fumando indiscriminadamente o tabaco.
Foram os homens Brancos que enveredaram pelo caminho do vício.

Outro ponto importante deste momento da fala da Mulher Búfalo Branco é a questão da meditação e do contato com o seu Eu Interior, do auxílio do Mundo Espiritual e de encontrar uma vida com propósito.

Retornando a história:
Novamente ela pegou o cachimbo, para que fosse passado de mão em mão. Durante muito tempo Mulher Búfalo Branco permaneceu em silêncio, mesmo após ser completado o círculo de baforadas no cachimbo. Quando falou novamente, comparou seus ensinamentos a uma árvore; uma árvores que iria florescer à medida que tomavam a si essas coisas, plantando-as no coração de cada um e aplicando-as no dia a dia.

Mulher Búfalo Branco ensinou mais 7 rituais aos presentes.

“Durante longo tempo vocês viverão sob a sombra sagrada da Árvore da Compreensão que estou plantando nas suas consciências.
E, nas gerações vindouras, seu povo estará unido novamente no sagrado Círculo Sagrado da Vida.

Infelizmente, essa árvore será derrubada depois de algumas gerações.
Árvore parecerá morrer.
A Roda Sagrada murchará até ser esquecida.
Alguns poucos manterão a luz da verdade ardendo nos seus corações,
mas a luz será fraca e, mesmo neles, passará a ser uma brasa pequena e imperceptível”.

Guardando o cachimbo na sacola, ela continuou:

“Mas esta pequena brasa permanecerá.
Em silêncio, continuará.
Mesmo quando vocês tiverem suas terras invadidas, vendidas e roubadas.
Essa brasa ainda manterá sua luz acesa, e saibam, meu povo que um grande fogo pode sair de uma única brasa!”

“Quando a tempestade passar, essa brasa acenderá um alvorecer mais forte do que qualquer outra alvorada.
Uma nova arvore crescerá, mais gloriosa do que esta que agora deixo com vocês.
Com o novo alvorecer, eu voltarei e viverei com vocês.
Debaixo da sombra dessa árvore, estarão reunidos não somente as tribos vermelhas, mas as tribos brancas, as tribos negras e as tribos amarelas, vindo de todas as direções.
Em harmonia, as quatro raças viverão sob os ramos da nova árvore.
Tudo que foi quebrado será refeito por inteiro.
A Roda Sagrada será concertada.
A comida será farta e os espíritos de todas as criaturas alegrar-se-ão na harmonia de uma nova ordem. Perfeita.
O Grande Espírito, estará atuando dentro das raças, vivendo, respirando, criando através dos povos da Terra.
A paz virá as nações”

Despediu-se dizendo que voltaria um dia, então transformou-se em um Búfalo Branco, e sumiu envolta nas nuvens e nunca mais foi vista.

A profecia deixada pela Mulher Búfalo Branco, já se cumpriu em parte com o massacre das tribos Nativas das Américas.
Subjugada e esquecida ao longo dos anos, as tradições ancestrais nativas Americanas começaram a ressurgir, e a se tornarem públicas à partir dos anos 80, provocando uma revisão na história, e na visão que tínhamos sobre as tradições ancestrais nativas das Américas.

Chief Arvol Looking Horse atual guardião do cachimbo sagrado, comentou: “Grandes mudanças estão a caminho” se referindo ao nascimento do primeiro Búfalo Branco em 1999, e do último em 12 de Maio de 2011.

Torna-se mais próximo o cumprimento da profecia da Mulher Búfalo Branco, de que irá surgir uma nova idade de despertar da consciência, unificação e iluminação espiritual, enchendo-nos de uma esperança maior.

Ahow – Amém.
Mitakuye Oyasin – Por mim e por todas as minhas relações.
Da’ naho! – Assim Seja!