O Crescimento do bem-estar digital: dos aplicativos controlando o tempo da uso, para o movimento do Headspace entrando na área da saúde.

Pouco a pouco, o movimento bem-estar digital está chamando a atenção para o caos que o consumo excessivo digital está causando em nosso bem-estar físico, emocional e mental e também atuando sobre ele. Um número crescente de desenvolvedores de tecnologia e cientistas comportamentais está desenvolvendo aplicativos que controlam e-mails, mensagens de texto, alertas de notícias incessantes e solicitações de todos os tipos para colocar os usuários de volta ao controle.

Estes aplicativos tiveram um grande sucesso recentemente, com o Google e a Apple anunciando que irão incorporar alguns aspectos dos aplicativos de bem-estar digital em seus futuros sistemas operacionais. Em particular, os usuários poderão rastrear (e limitar) o tempo que gastam em seus dispositivos. O simples resultado de uma perspectiva de bem-estar: recuperar o controle de nosso tempo e retomar a posse de nossa atenção (a mercadoria mais escassa no mundo em ritmo acelerado de hoje) equivale ao melhor antídoto possível para o vício em tecnologia.

Também no espaço tecnológico do bem-estar, a meditação está tentando avançar para a “medicação preventiva”. O Headspace, um conhecido aplicativo americano de mindfulness que relata um número de 30 milhões de Usuários, está no processo de criação de uma subsidiária – a Headspace Health – cujo propósito seria desenvolver tratamentos de meditação e mindfulness aprovados pela FDA (Food and Drug Administration, é um órgão do governo dos Estados Unidos, criado em 1862, com a função de controlar os alimentos e medicamentos, através de diversos testes e pesquisas) para questões de saúde. A ideia é que os profissionais de saúde prescrevam a meditação por meio de um aplicativo que inclua uma dose específica e uma técnica de meditação para determinadas condições de saúde.

Fonte: Thierry Malleret, The economist / Global Wellness Institute – Empowering Wellness Worldwide