Quanto mais permanecemos ligados, mais tomamos consciência dos momentos em que perdemos a ligação, geralmente quando estamos sob tensão. Nestes momentos, podemos perceber nossa maneira particular de roubar energia dos outros. Tão logo nos tornamos conscientes das nossas manipulações, nossa ligação torna-se mais constante e podemos então descobrir nosso caminho de crescimento na vida, bem como nossa missão espiritual, o modo pessoal pelo qual podemos contribuir para o mundo.

Resumo da sexta visão:

A sexta visão é a nossa consciência de que perdemos nossa ligação interior com a energia divina. Com freqüência descobrimos que nessas ocasiões estamos recorrendo à nossa maneira pessoal (e inconsciente) de manipular os outros e subtrair a energia deles. Estas manipulações são geralmente passivas ou agressivas. A maioria das passivas podem ser chamadas de a abordagem da vítima, ou coitadinho de mim: sempre concebemos os acontecimentos como negativos, buscamos a ajuda dos outros, descrevemos os eventos de maneira a fazer os outros se sentirem culpados (obrigando-os portanto a nos conceder atenção e energia).

A estratégia do distante é menos passiva: damos respostas vagas às perguntas, jamais nos comprometendo com alguma coisa, obrigando os outros a nos perseguirem para poderem compreender. Quando as outras pessoas correm atrás de nós para tentar nos compreender, obtemos a atenção deles e, por conseguinte, a energia delas.

O método crítico, ou interrogador, é mais agressivo do que os dois anteriores: procuramos descobrir algo de errado no que os outros fazem, estamos sempre controlando as pessoas. Se as pegamos cometendo o que consideramos um erro, nós as deixamos constrangidas, extremamente cautelosas, preocupadas como que podemos pensar. Elas nos observam com o canto dos olhos, nos dando atenção e enviando energia. O mais agressivo de todos é o estilo intimidador: nós nos mostramos descontrolados, explosivos, perigosos e hostis. Os outros nos observam atentamente, e desse modo recebemos a energia deles.

Como temos a tendência de repetir essas manipulações com todas as pessoas que encontramos, e de estruturar os eventos da nossa vida em torno desse expediente, eles podem ser considerados dramas de controle, padrões repetitivos que parecem atrair interminavelmente as mesmas situações. No entanto, tão logo tronamos conscientes nossos dramas de controle, começamos a nos surpreender cada vez que revertemos a eles, podendo assim permanecer mais ligados à nossa energia interior. A análise da primeira parte da nossa infância pode revelar como nossos dramas de controle evoluíram, mas tão logo as situações são perdoadas, conseguimos ver razões mais profundas para termos sido colocados na nossa família. A partir dos pontos fortes dos nossos pais e de questões particulares de crescimento que eles não concluíram, podemos deduzir nossa questão vital básica bem como nosso trabalho ou missão no mundo.

Fonte: Guia de Leitura de A Profecia Celestina – James Redfield & Carol Adrienne