A Magia Tradicional ou Natural

A magia e suas diversas vertentes como a Kabbalah, a Alquimia e o Xamanismo, foram as primeiras manifestações de reconhecimento entre o humano e o Divino, ainda na pré-história, sendo praticada por meio de cultos à natureza, desenvolvendo no homem o respeito ao equilíbrio de suas ações.

Do ponto de vista funcional e simplificado, a Magia é o Instrumento ou o Meio por onde as diversas facetas da energia Divina, incluindo Espíritos e Seres Naturais, podem ser ativadas e direcionadas para um fim determinado.

Ela também serve de base concreta (não dogmática ou unilateral) para a evolução consciencial do Ser Consigo mesmo, para com o meio em que vive e para com tudo o resto da Criação.

Sua natureza em si não pode ser classificada como boa ou má, pois isso não existe no fundamento da Criação, porém, sua prática pode levar a humanidade à harmonia ou à desarmonia nos meios em que é empregada, de acordo com  as motivações e aplicações de seu ativador, assim surgindo a noção de Magia Branca e de Magia Negra. É importante ressaltar que em Deus, O Todo, não há um sentido maléfico ou punidor, mas apenas funções reguladoras de Sua Criação. Fazendo um paralelo, para o corpo humano a destruição e a trituração de um alimento não é um ato de maldade, mas uma necessidade de transformação de um alimento em partículas menores, culminando na matéria-prima à vitalização do corpo físico. Assim, faço duas observações:

1 – De Deus são produzidos efeitos, que para fins de simplificação os denominamos neste momento por: irradiantes e absorvedores. Estes têm o propósito definido de serem agentes das transformações necessárias à manutenção de tudo o que foi Criado por Ele, sem que nisso haja a conotação de bem ou mal, mas simplesmente a de evolução (transformação) contínua.

2 – O direcionamento indevido de energias (em toda sua abrangência), a partir de nós, seres humanos, gera um resultado desarmônico em relação ao equilíbrio da Criação.

O “mal”está na ignorância e má utilização humana das energias, por meio de nossas atitudes desarmonizadoras e antagonizadoras, motivadas pela sede de poder e competitividade. Na natureza Divina existem tão somente propósitos reguladores da Criação, que é Ele em si mesmo.

Prosseguindo, devemos compreender que a Magia é abrangente em sua aplicação, e seus fundamentos nos são mais ou menos compreensíveis de acordo com a maturidade e o estágio evolutivo individual. Esta direção possibilita gradativamente que os conhecimentos e as práticas nos levem ao esclarecimento de nossa origem e nosso caminho, enobrecendo nosso caráter, instruindo-nos e dotando-nos de ferramentas poderosas de harmonização entre os espíritos (encarnados e desencarnados), além de promover ordenadamente o intercâmbio entre as diferentes realidades e vias de evolução dos seres existentes.

A Magia Divina

Por acusa do padrão evolutivo atual, foi permitido pela Lei Maior que novos Mistérios harmonizadores fossem revelados e colocados à disposição para auxiliar nosso crescimento e ajuste energético.

Assim recebemos a Magia Divina: um sistema magístico trazido ao conhecimento da matéria através do Mestre de Luz e Mago Rubens Saraceni, inspirado pelo Mestre Espiritual Seimam Hamiser Yê, estando adequado ao nosso grau de amadurecimento e necessidade de ação.

Este sistema é aplicado exclusivamente para fins harmonizadores, não sendo possível ser invertido ou utilizado para fins negativos, tendo se mostrado na prática um instrumento poderosíssimo para a realização de curas, re-equilíbrios energéticos, limpezas e reordenação das vidas de milhares de pessoas, como já ocorreram.

Através deste Sistema Iniciático, diversos aspectos antes velados pelos antigos ocultistas foram descortinados, padronizados e orientados de forma adequada à assimilação e às possibilidades de realização das práticas magísticas nos tempos atuais, nos quais não temos acesso contínuo aos pontos de forças naturais.

A finalidade da Magia Divina é possibilitar a todas as pessoas que desejam se iniciar nela, sem distinção de sexo, raça ou religião, obtenham ferramentas eficientes para auxiliar a si mesmo e aos seus semelhantes, sendo um servidor da Lei Maior e da Justiça Divina e atuante Guardião dos Mistérios Divinos perante os quais for Iniciado.

Fonte.: Daniel Souza – Introdução a Magia Divina – Instruções para os Neófitos